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Aqui poderás ver todos os meus desabafos e histórias ou apenas textos fictícios escritos por mim, espero que gostes :)
Tento aplicar o novo acordo ortográfico apesar de por vezes isso não acontecer. Identifico os meus textos com "CF" no final, caso não seja um texto da minha autoria estará devidamente assinalado entre aspas.
Se seguires por favor diz.
17 de novembro de 2011

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Cheguei a casa, estava sozinha e já não aguentava mais, tive um dia mau e perdi a pessoa que mais amava. Começo novamente a sentir as lágrimas no meu rosto e não me contenho, choro como nunca chorei antes, agarro-me ao peluche que ele me deu quando fizemos um ano de namoro, nesse peluche dá ainda para sentir o seu cheiro. Ainda sinto uma dor dentro de mim, a mesma dor que senti quando ouvi as palavras dele dizendo-me que já não me amava como antes e que era preferível terminarmos, essas mesmas palavras ainda ecoam dentro de mim.
                Desloco-me até à cozinha com algum esforço, tento comer algo mas não consigo e de repente vejo algo destacar-se entre muitos objetos, era algo reluzente, eu já sabia o que era mas mesmo assim fui confirmar. Peguei no objeto, passo-o entre os meus dedos e sinto um desejo incrível de o utilizar em mim, esse desejo cada vez mais se apodera de mim e começo a sentir uma dor aguda nos meus braços. Começo novamente a chorar, não só por todos os sucedidos daquele dia mas agora também por ser tão fraca e não aguentar a dor quando alguém que amamos nos deixa.
                Olho para os meus braços e vejo-os repletos de sangue, passo-os por água e limpo o chão onde se encontrava também sangue derramado, vejo uma garrafa de vodka do meu pai já aberta e bebo o que restava. Decidi pegar nos cigarros do meu irmão e ir até à varanda, nunca tinha fumado antes mas isso nem me preocupou naquele momento. Acendo o cigarro, vejo o fumo no ar, sinto o cheiro do tabaco e olho para o horizonte, relembro novamente as palavras dolorosas que tinha ouvido hoje, sinto os braços doridos e olho para as ruas para tentar esquecer tudo quando me deparo com alguém que não me era estranho. Apercebi-me imediatamente de quem se tratava, era ele, o meu amor, e prestei mais atenção, vi que não estava sozinho, era uma figura feminina que o acompanhava e tentei perceber quem era quando o vejo a beijar a dita rapariga e deixo cair o cigarro. A dor que antes sentia aumentou para o dobro e esqueci tudo à minha volta, por momentos perguntei-me se todo o tempo que passámos juntos não teria passado de uma brincadeira para ele. E se ele realmente me amou e agora deixou de amar há quanto tempo isso tinha acontecido? Será que ele amava realmente aquela rapariga? Há quanto tempo a amaria? Ele sabia onde eu morava, porque estava ali onde sabia que eu o poderia ver? Passaram-me imensas perguntas pelos meus pensamentos apenas em segundos, e quando dei por mim reparei que a minha vida tinha acabado de deixar de fazer sentido, todas as esperanças que tinha de tudo reconstruir-se desmoronaram-se apenas em pequenos minutos e quando dei por mim já não estava na varanda no local onde estava. Senti uma brisa um pouco forte passar pelo meu rosto, pelas feridas do meu braço, senti-me leve a flutuar no nada, senti-me eu mesma sem problemas ou preocupações, relembrei todos os momentos perfeitos que passei com todos aqueles que amava, e aquilo que foram segundos pareceram horas e do nada, deixei de sentir-me, estava caída no chão sem vida.


Fictício

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